A importância do médico endocrinologista estar sempre atualizado

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26/07

A atualização constante em qualquer área de atuação é essencial, em especial na área de saúde. Novas tecnologias, métodos e evoluções de patologias, praticamente obrigam um profissional de saúde a se especializar constantemente em sua área de atuação. Os médicos endocrinologistas não fogem a essa re...

A atualização constante em qualquer área de atuação é essencial, em especial na área de saúde. Novas tecnologias, métodos e evoluções de patologias, praticamente obrigam um profissional de saúde a se especializar constantemente em sua área de atuação. Os médicos endocrinologistas não fogem a essa regra.

Com o crescimento cada vez mais acentuado de casos de obesidade em crianças e adultos, diabetes, problemas na tireoide, entre outras doenças, esses médicos devem estar atualizados para as novas possibilidades de tratamentos e curas.

Apesar de parecer uma tarefa morosa, as novas tecnologias e a constante atualização médica, acabam por ajudar todo o trabalho do médico, facilitando sua rotina e melhorando seus resultados, além de facilitar o controle da doença no dia a dia. Hoje em dia, é possível medir níveis de glicose em aplicativos de celular, controlar batimentos e pressão arterial por relógios eletrônicos, entre outras tecnologias que demandam atualização dos médicos.

Algumas reciclagens importantes

Dentre as atualizações mais necessárias atualmente estão as questões relacionadas à suplementação alimentar, esporte, complicações da obesidade, osteoporose, diabetes, disfunção sexual masculina e feminina, tireoide, metabolismo ósseo, síndrome dos ovários policísticos, andrologia, desreguladores endócrinos, entre outros. 

No Brasil, mais da metade da população está acima do peso (52%), e por conta desse resultado alarmante, diversos tipos de tratamentos para a obesidade estão surgindo, como, por exemplo, o procedimento de endoscopia bariátrica, que se trata de uma gastroplastia endoscópica, similar à cirurgia bariátrica, porém muito menos invasiva. O paciente consegue ter alta no mesmo dia, com um diagnóstico muito mais rápido e preciso.

Diabetes

Os problemas de diabetes também apresentaram mudanças nos últimos anos, quanto às novas formas de tratamento. A diabetes do tipo 1 acelerou seu tratamento, desde a fabricação de insulinas análogas de curta e longa duração, até dispositivos que monitoram a glicemia e na infusão de insulina. Novos produtos de insulina também estão sendo comercializados, como a glargina, que tem uma ação lenta de origem biossimilar, que se tratam de medicamentos indicados para o tratamento de diversas doenças crônicas e agudas.

Reclassificação de câncer

Além disso, há avanços no diagnóstico dos distúrbios metabólicos da glândula tireoide e dos hormônios sexuais, como, por exemplo, os resultados apresentados por especialistas no último Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, onde um tipo de câncer foi reclassificado. 

O câncer de nome complexo, variante folicular do carcinoma papilífero não invasivo encapsulado, ou EFVPTC, era considerada maligno pelos endocrinologistas, necessitando de tratamento severos para amenizar os efeitos da doença. Porém, novas descobertas identificaram que o câncer evoluía sem proliferações, o que passou a classificá-lo como um nódulo benigno. 

Por isso, sempre enfatizo o quão importante é estar sempre atualizado nessa área. A constante mudança de métodos, conceitos, patologias que evoluem ou desaceleram com o tempo, além de novas tecnologias que surjam, tornam a reciclagem do profissional ainda mais necessária. 

Basta participar de um bom programa de educação médica continuada, que pode ser feito tanto de forma presencial ou à distância, e também investir em pesquisas constantes em artigos e portais da internet confiáveis sobre o assunto.

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Drª. Paula Leal, CRM 93528.

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