Liraglutida – a canetinha mágica? (Continuação)

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09/07

Dando continuidade ao tema e conforme dito no ARTIGO ANTERIOR a Liraglutida, análogo do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) humano foi lançado no Brasil em 2011 e ficou disponível comercialmente em mais de 85 países tratando mais de 1 milhão de pessoas com diabetes tipo 2 no mundo todo. Em 201...

Dando continuidade ao tema e conforme dito no ARTIGO ANTERIOR a Liraglutida, análogo do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) humano foi lançado no Brasil em 2011 e ficou disponível comercialmente em mais de 85 países tratando mais de 1 milhão de pessoas com diabetes tipo 2 no mundo todo.

Em 2016 o medicamento foi aprovado pela Anvisa para controlede peso em adultos em complemento a uma dieta com redução calórica e aumento daatividade física. Ele veio com um nome diferente e nos respalda em bula paraque usemos tal droga para o tratamento da obesidade. Então não digam que seu médicoestá lhe passando remédio para diabetes para você emagrecer.

A Lira Saxend é o primeiro análogo do hormônio natural GLP-1 aprovado para o tratamento da obesidade no Brasil. Ah, mas eu ouvi a vizinha falar que esse remédio não é seguro heim! Bom, se houver alguma medicação isenta de efeitos colaterais me apresente porque ainda não conheci. Toda medicação deve ser bem indicada e para isso o médico prescritor deve conhecer bem seu mecanismo de ação e o perfil do paciente para o qual ela será prescrita.

No que diz respeito a Lira temos o respaldo de dois grandes estudos, o LEADER, que avaliou a segurança cardiovascular da droga em pessoas com diabetes e alto risco cardiovascular mostrando que a Liraglutida reduziu em 13% o risco de eventos cardiovasculares graves quando adicionado ao tratamento padrão.

Temos também o estudo SCALE (Satiety and Clinical Adiposity— Liraglutide Evidence in Nondiabetic and Diabetic Individuals, em inglês), o maior programa clínico sobre obesidade já realizado no mundo que mostrou uma perda de peso média de 9%, além de uma redução média de 8,2 cm na circunferência abdominal. Além de melhora significativa nos fatores de risco cardiometabólicos e na saúde física geral determinadas por melhoras na funcionalidade física.

Ah, claro que se pudermos ajudar o paciente a emagrecer com dieta e exercícios seria lindo! Mas quem trabalha na área sabe muito bem que tratar a obesidade não tão fácil assim e que muitas vezes nós, médicos temos que intervir de maneira medicamentosa para auxiliarmos esses pacientes, sempre atuando de modo multidisciplinar, claro!

Dessa forma, na minha visão, toda medicação que seja segura, bem estudada e bem indicada tem seu espaço. Confira os vídeos no meu YOUTUBE e saiba mais sobre vários assuntos interessantes relacionados ao emagrecimento e performance

Drª. Paula Leal, CRM 93528.

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